terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Dialogos em pares - Carlos Augusto



O portfólio do colega Carlos Augusto, possui todos itens propostos em aula, necessário para avaliação, seus textos tem uma coerência sensacional, posicionamento acirrado sobre suas opiniões, defendendo-as com garra e bom humor, o que proporciona um grande prazer em lê-los, divertindo o leitor com suas “tiradas” irreverentes.
A estrutura narrativa possui uma organização linear, respeitando todas regras gramaticais.
O colega escolheu bem a área de estudo, e em se dedicar a pesquisa, pois seus escritos são interessantes
Nota: 10

Diálogos em Pares



Análise do portfólio de Edimara Moraes

Por Carlos Augusto Riella de Melo

Conforme os critérios estabelecidos, analisei o portfólio de Edimara Moraes, constatando que o mesmo apresenta, pelo menos, dois textos em cada atividade solicitada, excetuando-se diálogos em pares, que consta com somente um. No registro dos sentidos, ela apresenta quatro textos e em diálogos de leitura três.
A leitura dos textos supracitados revelou coerência na escrita, os textos são bons, têm estrutura (começo – meio – fim) e a maioria revela uma alma sensível; em suma, gostei dos textos.
Considerei fraco seu posicionamento, em geral não tece juízos de valor ou de posição, antes procura por não manifestar-se pró ou contra os assuntos abordados.
Com todo o exposto, segundo meu critério, a nota que daria ao portfólio avaliado seria 9.0.

Dialogos em Pares - com Jean Thomaz.



Diálogos em pares
Jean Thomaz:
Parabéns pelos teus textos, eles transmitem clareza e de fácil entendimento, está clara  a tua intimidade com a escrita.
No texto de Diálogos de Leitura, tu expuseste o que leste de maneira clara e sintética, mas não citaste a referência do texto, título, onde foi publicado, o que não permite ao leitor que se interessar em lê-lo a sua busca.
A tua paixão pela arte de fotografar é explicita no texto Registro dos sentidos, levando o leitor a divagar nas tuas ideias a respeito da fotografia pela arte de perpetuar o tempo. Teu texto é inspirador.
Somente uma consideração em relação a tua foto: os tons amarelados da tua foto não esta relacionada ao baixo tempo de abertura do obturador, e sim aos balanços de branco, causados pela luz incandescente dos postes de luz da rua, onde houve uma invasão de cor, esse tom deu uma visão poética a tua foto, parabéns, ficou linda. Mas se em alguma outra foto, quiseres corrigi-lo, poderá alterar os balanços de branco da tua máquina, ou com um filtro de cor azul em algum programa de correção de imagens como fiz na foto para exemplificar o que citei.



No texto Relatório narrativo, foste bem enfático em um aspecto da tua personalidade, o que pessoalmente, não sei se por pouco tempo de convívio ou por não ter compartilhado ainda com essa tua característica, não concordo, te acho um doce de pessoa, em relação as inseguranças sobre a formação acadêmica, creio que teus medos são compartilhados por todos estudantes, levando o leitor a uma empatia imediata com tua escrita.
No teu portfolio consta um texto de cada sessão, não tenho conhecimento de quantos deveríamos compartilhar nessa tarefa, o que me leva a te lembrar que por mais que tenha esquecido de publicar um dos textos de Dialogo de leitura, já constava pelo menos um texto para tua avaliação, o que me coloca em posição de tarefa cumprida.
Foi um prazer fazer essa troca de conhecimento contigo
Abraços 
Edimara Moraes

Registro dos sentidos - texto 4 - prof. Adelar

Construção
Chico Buarque
Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego

Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público
Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado




Chico Buarque faz uma brincadeira nos atos diários de um trabalhador da construção civil, onde ele era feliz em sua vida simples, em que amava intensamente sua mulher e filhos, cumpria seus deveres no trabalho braçal da construção civil com maestria, precisão e sem questionamento na qual era comparado a uma máquina.
Sua condição social é evidenciada no trecho em que cita: “seus passos tímidos” e “comeu feijão com arroz como se fosse príncipe”.
Gozava a vida intensamente em cada momento, tanto no trabalho como em casa com a família, em seu horário de folga, como tudo que fazia havia intensidade, como todo trabalhador de classe social baixa, faz ingestão de bebida alcoólica.
“E tropeçou no céu como se fosse um bêbado”, dá idéia da altura dos prédios no qual o homem trabalhava, “flutuando no ar como se fosse pássaro” ate cair no chão e  morrer  no meio fio, atrapalhando o transito.
Uma historia corriqueira de um trabalhador carioca em que as pessoas não ficam impressionadas com os acidentes e a morte de uma pessoa simples, se tornando simplesmente um problema para atrapalhar o transito.
Seria um fato isolado se não fosse a poesia metafórica de Chico ao contar esse fim trágico.
Logo após chico faz um jogo de palavras com as frases anteriores, na qual faz uma analise da vida e os últimos momentos  desse homem que morreu em um acidente de trabalho.
 

Dialogos de Leitura - texto 1




Conflito Ambiental
Corcovia, Naomi Oliveira. Piraju luta  para manter o trecho vivo do Rio Paranapanema. (Roma Revista. Caros Amigos. São Paulo, nº180. pg.20-22. Março 2012.)
\ Este texto cita o conflito entre a população local com as idéias ambientalistas contra a construção de mais uma usina hidrelétrica no Rio Paranapanema, “essa transposição causaria a deteriorização da qualidade das águas  no local e contribuiria com o surgimento de diversas doenças” (Corcovia, 2012, pg21).
Com a controvérsia do que foi prometido pela CBA e os atos realizados, a população manifesta-se contra a usina na prefeitura.
\ A empresa faz uso de grande investimento publicitário, incluindo um vídeo de 10min., para dissuadir a população, mas com as manifestações não deu continuidade.
“ a contrapartida oferecida oeka ECBrasil não vem ao encontro às reais necessidades do município. A solução ds nossos problemas, não é a construção de uma pista artificial de canoagem Slabrin e sim a geração de emprego e de desenvolvimento turístico. (Louzada apud Corcovia. 2012.)

sábado, 3 de novembro de 2012

Treino de escrita




Lembrei-me de um professor que dizia que a evolução da espécie mudou, pois a beleza e os bens materiais, por serem atributos tão importantes hoje em dia, devem ser perpetuados, então a teoria da evolução dele era que bonitos e ricos casam-se com bonitos e ricos, ou que os feios e ricos, casavam-se com beldades para produzirem filhos bonitos e ricos, ou seja, que os feios e pobres casavam-se com feias e pobres e não teria lugar na cadeia da evolução, na época achava até divertida a teoria dele, embora achasse que não era tão real quanto ele falava, mas hoje pensei em demasiado nessa teoria, e o quanto sou sonhadora, no qual ainda sonho que pessoas especiais casam-se com pessoas especiais e forma filhos extraordinários.
Pois estava trabalhando em um aniversário quando vi um casal bem atípico, ela deslumbrante, ele gordinho, de óculos, nada de especial fisicamente,  pensei cá com meus botões: essa menina deve ser muito feliz! Por que nos dias atuais em que os padrões de beleza tão rígidos, a menina que vestia um vestido cor de rosa listrado com babadinhos, curtíssimo que deixava as pernas longilíneas e bem torneadas a mostra, cintura finíssima, cabelos longos e pretos até a cintura, com um caminhar mais parecendo que deslizava no chão, com um corpo escultural, salto altíssimos em que o gordinho parecia ter uns 10 cm mais baixo que ela, e olha que ele não era baixinho, a maioria das pessoas deve pensar: o cara deve ser montado na grana! Eu pensei diferente, pensei o quanto ele deve ser especial, pois com essa beleza toda ela se interessou por ele, só pode ser por que ele deve ser diferente da maioria dos caras que querem as namoradas como troféus para exibir na balada, deve ser carinhoso, cavalheiro, deve trata-la como uma princesa, coisa rara hoje em dia,  deve fazê-la sentir-se mais linda ainda do que já é, deve fazê-la sentir-se amada e especial! 
Fiquei divagando quando eles cruzavam a porta do clube indo embora de mãos dadas, quando ela se aproximou ele pegou a sua mão e beijou-lhe os dedos antes de pegar firme sua mão e conduzi-la porta a fora com um jeito tão carinhoso, não sei se por que também sou fora dos padrões que me identifiquei com ele, por que a beleza física é uma porta de entrada para as pessoas conhecerem teu verdadeiro eu, sem essa abertura, você fica no limbo, não importa quão especial pode ser para uma pessoa, ela nunca vai saber, pois no primeiro olhar não te deu chance para você mostrar o que você é realmente, o quanto você pode amar sem esperar nada em troca, o quanto você pode mudar a vida dessa pessoa só pelo fato dela saber que você esta por perto nas hora em que mais precisar, só pelo fato de dizer: “eu estou aqui”!
No final das contas cheguei à conclusão que realmente sou uma sonhadora e esse meu professor tem razão, e casais como esse que presenciei hoje é uma exceção à regra, pois ela abriu os olhos para o que realmente é importante, e que essa evolução em que a beleza e bens materiais devem se perpetuar, é o que realmente existe, não os conheço, mas desejo que a felicidade deles inspire mais pessoas como me inspirou hoje!