quarta-feira, 9 de maio de 2012

Registro dos Sentidos - Texto 2


Chico ou o país da delicadeza perdida - documentário

O documentário começa com cenas do rio de janeiro dos anos 60 onde chico Buarque começou a cantar, mostra os lados positivos e negativos, “a poesia suja onde não se sabe onde acaba a realidade e começa a ficção” (Paulo José – narrador do filme), realça a diferença entre o Rio de janeiro de 2 fases, com a sensualidade das garotas que desfilam na praia e a violência das favelas. O relato cita a historia do brasil para contar a trajetória musical do compositor, destacando a ditadura militar em que o obrigou a sair do país em 1969 e retornar em 1972, exilou-se em Roma e Paris, ao retornar compõe com nomes falsos por causa da censura, suas trilhas sonoras feitas sob encomenda foram exaltada pela capacidade de sensibilizar nos filmes: Eu te amo, Bye bye Brasil e Dona Flor e seus dois maridos. Durante o documentário, são mostradas cenas de um outro: Um país chamado Brasil, com cenas de uma bela fotografia em preto & branco, com enquadramentos em grande angular e zooms estratégicos em detalhes marcantes que retratavam  a poesia das musicas. O compositor usa de suas musicas e comentários para criticas a politica vivida por ele nos anos de ditadura, pregando a liberdade de imprensa e com minucias de jogo de palavras para atacar a politica da época; “uma nação forte e ignorante é uma nação perigosa.” (Chico Buarque – 1990.)
A beleza poética das musica exibidas no documentário, anestesiam a alma das dores cotidianas, seu compositor é um galanteador para com seus ouvintes, com um jogo de sedução com o público inebriante, fazendo com que qualquer mulher presente nesse show, suspirar sonhando com os olhos azuis celestes de Chico Buarque.

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