Chico ou o país da delicadeza perdida - documentário
O documentário começa com cenas do rio de janeiro dos anos
60 onde chico Buarque começou a cantar, mostra os lados positivos e negativos, “a
poesia suja onde não se sabe onde acaba a realidade e começa a ficção” (Paulo
José – narrador do filme), realça a diferença entre o Rio de janeiro de 2
fases, com a sensualidade das garotas que desfilam na praia e a violência das
favelas. O relato cita a historia do brasil para contar a trajetória musical do
compositor, destacando a ditadura militar em que o obrigou a sair do país em
1969 e retornar em 1972, exilou-se em Roma e Paris, ao retornar compõe com
nomes falsos por causa da censura, suas trilhas sonoras feitas sob encomenda
foram exaltada pela capacidade de sensibilizar nos filmes: Eu te amo, Bye bye
Brasil e Dona Flor e seus dois maridos. Durante o documentário, são mostradas
cenas de um outro: Um país chamado Brasil, com cenas de uma bela fotografia em
preto & branco, com enquadramentos em grande angular e zooms estratégicos em
detalhes marcantes que retratavam a
poesia das musicas. O compositor usa de suas musicas e comentários para
criticas a politica vivida por ele nos anos de ditadura, pregando a liberdade
de imprensa e com minucias de jogo de palavras para atacar a politica da época;
“uma nação forte e ignorante é uma nação perigosa.” (Chico Buarque – 1990.)
A beleza poética das musica exibidas no documentário,
anestesiam a alma das dores cotidianas, seu compositor é um galanteador para
com seus ouvintes, com um jogo de sedução com o público inebriante, fazendo com
que qualquer mulher presente nesse show, suspirar sonhando com os olhos azuis
celestes de Chico Buarque.
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